Vamos somar?





Durante as séries iniciais, as crianças descobrem o que significa somar e subtrair e quais são os recursos envolvidos nessas operações básicas. Trata-se de um conhecimento recorrente em toda a escolaridade básica. É nessa etapa que os alunos devem aprender quando podem ser utilizadas a adição e a subtração a fim de resolver uma situação-problema sugerida dentro da escola ou até um dilema na vida cotidiana. 

Em casa ou com amigos, os pequenos já trabalham intuitivamente com noções de mais ou menos, quantias de dinheiro, de coleções de figurinhas, de brinquedos. Para o pesquisador francês Gérard Vergnaud, as crianças começam a desenvolver ideias sobre a adição e a subtração entre os 4 e 6 anos, ou seja, antes mesmo de entrar no Ensino Fundamental. E como educador, seu dever é convidar a turma a usar esses conhecimentos prévios para que todos consigam interpretar as situações propostas e ampliá-las. É preciso trabalhar o conteúdo de forma que todos aprendam a ler enunciados, compreendam quando é preciso somar ou subtrair, calculem mentalmente para julgar quando é necessário usar a contagem, o algoritmo, ou até para decidir se uma aproximação já basta para chegar a um resultado. Caso a abordagem não favoreça a forma como as crianças concebem as operações e o que elas significam, elas podem desenvolver ideias erradas ou limitadas sobre esses conceitos.

Iniciando a adição com jogos

Sabemos que os jogos são importantes estratégias didáticas já que despertam interesse e curiosidade no universo infantil e adulto. Dessa maneira, é importante que sejam abordados diferentes jogos com os alunos visando a aprendizagem e a consolidação de conhecimentos sobre a adição. Abaixo seguem algumas sugestões:


Adição com dados:

Esse jogo pode ser realizado em duplas ou individualmente. Para se jogar em duplas é necessário que você disponibilize um dado para cada aluno e uma folha de papel A4 para cada um, lápis e borracha. Para jogar individualmente o aluno precisará de dois dados e uma folha de papel.

Instruções:

- Decida quem será o primeiro a jogar, para isso utilize diferentes estratégias (par ou ímpar, sorteio, dentre outras).
- Em seguida, o primeiro jogador arremessa o dado.
- Os dois jogadores anotam em sua folha de papel o numeral relativo à quantidade que saiu no dado. Por exemplo: o numeral 6 para seis bolinhas.
- Em seguida, eles devem anotar o sinal de adição MAIS (+) na frente do numeral.
- O segundo jogador arremessa o dado e ambos anotam o numeral que saiu.
- Depois eles devem fazer o sinal de resultado da conta, ou seja, igual (=).
- Eles devem fazer a soma e anotar o resultado.
Veja um exemplo:




Observação: os alunos deverão registrar o jogo no caderno de Matemática.

Depois do jogo, eles poderão trocar de folhas e corrigir as adições efetuadas pelo colega. A correção também poderá ser realizada pela professora.


Somando com o Material Dourado:

Esse jogo também pode ser jogado individualmente ou em grupo de três ou quatro alunos. Para tanto, providencie: um dado para cada aluno, Material Dourado, folhas de papel A4, lápis e borracha. Esse jogo é parecido com o primeiro, mas difere, pois consiste em utilizar o material dourado para fazer a soma, utilizando dessa maneira material concreto, o que facilita a aprendizagem da adição.

Instruções:


- Decida quem será o primeiro a jogar, para isso utilize diferentes estratégias (par ou ímpar, sorteio, dentre outras).
- Em seguida, o primeiro jogador arremessa o dado. E separa utilizando o Material Dourado a quantidade que saiu no dado. Por exemplo: se saiu três bolinhas no dado, o aluno deverá separar três unidades (quadradinhos) no Material Dourado.
- Os dois jogadores anotam em sua folha de papel o numeral relativo à quantidade que saiu no dado.
- Em seguida, eles devem anotar o sinal de adição MAIS (+) na frente do numeral.
- O segundo jogador arremessa o dado e separa a quantidade de unidades que saiu no Material Dourado. Ambos anotam o numeral que correspondente a quantidade representada no dado.
- Depois eles devem fazer o sinal de resultado da conta, ou seja, igual (=).
- Eles devem fazer a soma utilizando o Material Dourado e anotar o resultado.


Boliche:

O boliche é um jogo que desperta muito interesse nos alunos devido ao movimento que o mesmo exige e por seu poder lúdico. Assim, a sugestão é que você construa um jogo de boliche com seus alunos no intuito de brincar e realizar contas de adição.


Para confeccionar o jogo, você poderá utilizar garrafas pet descartáveis ou garrafas de iogurte de 1 litro. Para que as garrafas não fiquem muito leves você poderá enchê-las com papel ou com um pouco de água. Os alunos poderão pintar e enfeitar as garrafas utilizando diferentes materiais: tintas, colas coloridas, durex colorido, botões, E.V.A, dentre outros. Depois, confeccione fichas com números e cole nas garrafas. Os números colados nas garrafas correspondem aos valores de cada uma.

A bolinha poderá ser feita com meias velhas, jornal, fita crepe, dentre outros materiais.

Observação: caso você tenha o jogo de boliche disponível em sua sala de aula, você poderá colar as fichas com os numerais e utilizá-lo na brincadeira.

Esse jogo poderá ser realizado em duplas. E você poderá disponibilizar para seus alunos uma folha de papel com uma tabela para eles anotarem suas pontuações em cada jogada e depois realizarem a soma para ver quem ganhou o jogo. Vocês poderão fazer essa tabela na lousa, ou caso estejam jogando no pátio, risquem a tabela com giz no chão. 

Instruções:

- Decida quem será o primeiro a jogar, para isso utilize diferentes estratégias (par ou ímpar, sorteio, dentre outras).
- Em seguida, o primeiro jogador arremessa a bola anota a pontuação obtida na tabela.
- O segundo jogador arremessa a bola e anota na tabela a sua pontuação.
- Eles devem repetir as jogadas sucessivamente até terminar o jogo.
- O jogo termina quando todas as garrafas forem derrubadas.
- Eles devem fazer a soma dos pontos e verificar quem foi o vencedor.




Mais sugestões de jogos:

Somando estratégias 

Vamos somar?

Discovery Kids
http://discoverykidsbrasil.uol.com.br/jogos/somar/

Smartkids


Atividades de Fixação













Fontes: http://revistaescola.abril.com.br/
                http://portaldoprofessor.mec.gov.br/

Desenvolver atitudes e disposições favoráveis à leitura


A leitura é uma prática social que envolve atitudes, gestos e habilidades que são mobilizados pelo leitor, tanto no ato de leitura propriamente dito, como no que antecede a leitura e no que decorre dela. Assim, o sujeito demonstra conhecimentos de leitura quando sabe a função de um jornal, quando se informa sobre o que tem sido publicado, quando localiza pontos de acesso público e privado aos textos impressos (biblioteca), quando identifica pontos de compra de livros (livraria, bancas, etc.). Dizendo de outra forma, depois que um leitor realiza a leitura, os textos que leu vão determinar suas futuras escolhas de leitura, servirão de contraponto para outras leituras, etc.

Atitudes como gostar de ler e interessar-se pela leitura e pelos livros são construídas, para algumas pessoas,no espaço familiar e em outras esferas de convivência em que a escrita circula. Mas, para outros, é sobretudo na escola que este gosto pode ser enfatizado. Para isso é importante que a criança perceba a leitura como um ato prazeroso e necessário e que tenha os adultos como modelo. Nessa perspectiva, não é necessário que a criança espere aprender a ler para ter acesso ao prazer da leitura: pode acompanhar as leituras feitas por adultos, pode manusear livros e outros impressos, tentando “ler” ou adivinhar o que está escrito.

Inserir-se nas práticas sociais próprias à cultura escrita implica comportamentos, procedimentos e destrezas típicos de quem vive np mundo da leitura, tais como: movimentar-se numa biblioteca, frequentar livrarias, estar atento aos escritos urbanos e aos materiais escritos que circulam na escola. Implica também adquirir, quando se fizer necessário e quando aparecerem novos usos para a leitura na sociedade, outras formas de ler.

Essas atitudes e comportamentos não se restringem a um momento específico, nem podem ser considerados capacidades relativas a uma idade ou ciclo. Constituem componentes de todo o processo de escolarização e são fruto de um trabalho contínuo, são capacidades que, introduzidas desde o primeiro ano, devem ser trabalhadas sistematicamente e consolidadas durante todo o tempo, considerando-se, é claro, o gosto e o desenvolvimento cognitivo das crianças com relação ao material de leitura (histórias, contos, poemas, notícias acessíveis e interessantes, instruções de jogos, etc.).

Com relação aos três anos iniciais da alfabetização, é desejável que até o terceiro ano ao alunos sejam capazes de:

- utilizar livrarias e bancas como locais de acesso a livros, jornais, revistas;
- utilizar bibliotecas para manuseio, leitura e empréstimo de livros, jornais, revistas;
- dispor-se a ler os escritos que organizam o cotidiano da escola (cartazes, avisos, circulares, murais);

- engajar-se na produção e organização de espaços para realização de leituras, tais como canto de leitura, biblioteca de classe, jornais escolares, murais, realizando leituras para outros colegas, para outras classes, para grupos de amigos, para a escola como um todo.

Feliz Páscoa!!!



Que a ressurreição de Cristo nos traga diariamente um fôlego novo de ESPERANÇA!Emoticon heartEmoticon heart

Celebrar a Páscoa é celebrar a vida, é se encher de fé e esperança e recomeçar, é acreditar no renascimento, em uma nova fase, é ser melhor como pessoa, é deixa a luz de Deus nos guiar e iluminar.

Que a ressurreição de Cristo nos traga diariamente um fôlego novo de ESPERANÇA!Emoticon heartEmoticon heart

Calendário de Abril



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Erro: avaliar ou ignorar?

Resolvi publicar o tema após observar algo que me deixou assustada: correções feitas nos cadernos de uma criança de 7 anos. Erros ortográficos corrigidos de vermelho por cima da escrita da criança, palavras riscadas… Cheguei a pensar: como os professores estão lidando com os erros? De que forma isso afeta a criança?
Pesquisei em diversos artigos, sites, livros. Deixo a vocês um “resumo” do que achei de melhor sobre o tema.




No âmbito escolar, a prática do educador pode provocar reações diversas no educando, principalmente frente à execução das atividades escolares.
Partindo do pressuposto que um educando tem apresentado com bastante freqüência alguns erros ortográficos, qual deveria ser a postura do educador: avaliar ou ignorar?

O ser humano tem uma capacidade muito grande de se adequar às situações vividas. Quando estas se caracterizam pelo prazer, a busca de crescimento torna-se maior. Porém, quando há frustrações é recair, deixar de produzir.

A correção é a intervenção mais preocupante para os educadores, uma vez que certos professores são convictos de que seu papel é simplesmente o de corrigir. A tradição escolar vê a correção que o professor faz longe dos alunos, a mais importante. Compete-lhe marcar no papel, no trabalho, o que o aluno errou. Outra visão de correção é a informativa que diz que a correção deve informar ao aluno e ser feita dentro da situação de aprendizagem.

Outrossim, avaliar o erro do educando é uma tarefa complexa, pois qualquer atitude grosseira pode provocar transtornos ao processo de aprendizagem da criança. Acredita-se que o educador precisa ter cautela ao avaliar o erro do aluno, para de fato servir de instrumento norteador de aprendizagem qualitativa.

Sabiamente Azenha (apud Emília Ferreiro, 1994) explicita que “diante do ‘erro’ observado nas realizações da criança, o interesse construtivista não é apontá-lo, mas estudá-lo, descobrir suas razões.”

Nota-se que a presença do erro, é inevitável, portanto as atitudes relacionadas a ele precisam mirar-se em suas causas. Entende-se que ao ignorar o erro, o professor inibe as futuras aprendizagens significativas do educando. Em muitos casos, é preciso errar para então acertar. É este ”meio fio” existente entre o erro e o acerto que está a chave do sucesso do educando. Ao educador cabe o comprometimento de suas atitudes pedagógicas, o erro em uma situação de aprendizagem.

Considera-se que ao avaliar o erro do educando, lhe serão propiciadas oportunidades de progresso, ao contrário de ignorá-lo, que simplesmente deixará a aluno fadado a cometê-lo.

Entre corrigir o erro e ensinar a pensar sobre ele, existe muita diferença. Corrigir resulta apenas em correção sem reflexão. Ensinar a pensar é desenvolver a consciência crítica, o que consequentemente promoverá momento de aprendizagem.

Entende-se que as críticas não influenciam na aprendizagem, não educam, geram apenas agressividade e distanciamento (CURY 2003, p.12).

Muitas escolas hoje já se preocupam com a discussão sobre a correção dos erros, olhando o erro de outra forma, considerando as respostas dos alunos, valorizando diversas formas de resolução para um mesmo problema, tentando mostrar os erros como naturais, utilizando-os como instrumento didático, como forma de trabalhar e avançar no processo de aprendizagem.

Segundo Demo (2001, p.50) “o erro não é um corpo estranho, uma falha na aprendizagem. Ele é essencial, faz parte do processo”.

Perrenoud (2000) proclama que “todos tenham direito de errar para evoluir. Ninguém aprende sem errar. Errando, reflete-se mais sobre o problema e sobre as ações usadas para resolvê-lo.”

Para Macedo (1989) o erro e o acerto não são privilégios de quem sabe, mas são caminhos necessários ao conhecimento. O erro em algumas escolas não pode continuar sendo encarado como sinônimo de fracasso, merecendo castigo, mas como instrumento riquíssimo para a compreensão do processo da estruturação do pensamento do aluno, um ser em formação e sua condição de ser em desenvolvimento.

O erro precisa ser considerado como fonte de aprendizagem, pois só assim viabilizará um caminho de descobertas e desafios que estimulará no aluno o prazer do saber.

Nesta perspectiva, o erro das crianças não pode ser desprezado, pois é um reflexo da construção do conhecimento em que ela está aprendendo e revela o que conquistou. O professor precisa instrumentalizar-se no sentido de fazer uso dos erros como materiais para a construção do conhecimento.

Todo erro é um reflexo do pensamento da criança, a tarefa do professor não é a de corrigir a resposta, mas de descobrir como foi que a criança fez o erro.

Quando o aluno erra dentro de uma lógica, erra tentando superar um desafio. Cabe ao professor compreender como o estudante está construindo seu conhecimento, suas hipóteses, suas competências. Se ao contrário, o educador fizer do erro como fonte de castigo, o aluno deixa de criar hipóteses, com medo de ser punido.

Para finalizar, há uma passagem de Cora Coralina que faz bastante sentido nesta reflexão:
“O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.”


Fontes de pesquisa

Artigo "A construção da aprendizagem a partir do erro" de Selma G. Villas
AQUINO, J.G. (Org.) Erro e fracasso na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1997.
CARVALHO, M. Muzzi; CARVALHO, D.D.M. Para compreender o erro no processo ensino-aprendizagem. Presença Pedagógica. Belo Horizonte, v.7, n.42, nov./dez. 2001