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Curso online de Educação Infantil (Teorias e práticas pedagógicas)

Os benefícios do trabalho em equipe nas escolas

 
Tolerância, respeito, organização e disciplina estão entre os principais aspectos positivos dessa estratégia pedagógica.




A capacidade de desenvolver trabalhos em conjunto tem sido uma das qualidades mais exigidas no mercado de trabalho e, desta forma, trabalhar em equipe nas escolas significa possibilitar a troca de conhecimentos e agilidade no cumprimento de metas e objetivos, preparando os alunos, desde já, para o futuro profissional e para a vida.

O trabalho em equipe é uma oportunidade de construir coletivamente o conhecimento. "Por meio dessa prática, o aluno se relaciona de modo diferente com o saber. É um momento de troca, em que a criança ou adolescente se depara com diferentes percepções", explica Stella Galli Mercadante, diretora de ensino fundamental do Colégio Vera Cruz, em São Paulo.

Nas escolas ele tem contribuído, de maneira significativa, para melhorar os relacionamentos interpessoais. Trabalhar em grupo é aprender a lidar com as diversidades e aceitar as opiniões dos outros colegas, saber ouvir, dar opiniões e trabalhar coletivamente é essencial. Em equipe, alunos aprendem a deixar de lado possíveis atritos, intrigas e brigas, sabendo separar os problemas particulares da vida estudantil. O método é um grande aliado da psicologia e bastante eficaz contra o bullying nas escolas. 

Para ser proveitoso, esse tipo de tarefa pede estratégias adequadas para cada faixa etária, além de planejamento. Sendo assim, o professor deve saber qual é o objetivo e, em função disso, dar as orientações necessárias, lembrando que o trabalho em grupo é mais eficaz, quando a temática é abrangente, o que exige divisão de tarefas e ampla orientação aos estudantes.

Com tarefas em grupo, o estudante exercita uma série de habilidades e, ao mesmo tempo em que estuda o conteúdo das disciplinas, aprende a escolher, avaliar e decidir. Nesse tipo de tarefa, treina-se a capacidade de ouvir e respeitar opiniões diferentes, e isso exercita a comunicação e a tolerância, propicia a mudança de mentalidades e abre caminhos para a construção de exercícios de democracia e liberdade. Durante a participação, o indivíduo aprende que precisa levar em consideração assuntos bem mais abrangentes do que os seus próprios interesses para conseguir a cooperação de todos do grupo. 

A participação em trabalhos em grupo também desenvolve atitudes de integração, comprometimento com as decisões e divisão de responsabilidades. Essa cultura de trabalho coletivo proporciona, ainda, a construção de um diálogo entre professor e alunos, fazendo com que os mesmos estudem, leiam e procurem outras alternativas, tornando-se mais críticos, criativos, observadores, sejam portadores de novas ideias e capazes de produzir conteúdos que complementem o aprendizado.

Se a prática é aplicada nos anos iniciais da escola, as crianças aprendem a trabalhar coletivamente e a escutar seus pares desde cedo. Assim, desenvolvem sua autonomia.


Professor, não grite com seu aluno.

Olá!

Hoje eu estava a procura de artigos sobre a afetividade em sala de aula para trabalhar com meus professores. Vasculhando a net, encontrei muita coisa sobre o tema e algo me chamou a atenção e, acredito, acontece em muitas escolas.

Se existe algo que me incomoda, profundamente, são gritos. Muitas vezes acompanhados de uma terrível expressão facial e palavras de humilhação. Para falar sobre esse assunto, encontrei um texto de uma psicóloga. Texto muito bom!

Contrário a isso, iniciarei com duas citações importantíssimas que falam da afetividade em sala de aula (preciso destacar, em qualquer relação).


Crianças aprendem melhor quando gostam de seu professor, e quando sabem que seu professor gosta delas.


O afeto é essencial para todo o funcionamento do nosso corpo nos dando coragem, motivação, interesse, e contribuindo para nosso desenvolvimento. E é pelas sensações que o afeto nos proporciona que sabemos quando algo é verdadeiro ou não. Principalmente para a criança o afeto é importantíssimo, pois ela precisa sentir-se segura para poder desenvolver seu aprendizado, e é necessário que o professor tenha consciência de como seus atos são extremamente significativos nesse processo, porque essa relação aluno-professor é permeada de afeto, e as emoções são estruturantes da inteligência do indivíduo.
(WALLON, 1995)


“Para aprender, necessitam-se dois personagens (ensinante e aprendente) e um vínculo que se estabelece entre ambos. (...) Não aprendemos de qualquer um, aprendemos daquele a quem outorgamos confiança e direito de ensinar 
(Fernandéz, 1991, p. 47 e 52). 


" Observo muitos professores, na beira do abismo do stress, tentando fazer com que os alunos os escutem e aprendam aos berros. Fico me perguntando, como acreditam que eles vão aprender algo agindo dessa forma? Sabem eles que isso gera um enorme constrangimento ao aluno? Sempre leio nas redes sociais: “gritos não educam”, também entendo que não ensinam. Então, pra que gritar? Não sou professora, entendo o lado “de saco cheio” que muitos possuem, porém, também entendo que de nada adianta reclamar da turma. A válvula de escape de muitos professores é o grito, mas vamos lá, o que pode causar tanto stress numa turma?
Quando questionados sobre afetividade, muitos professores alegam que são afetuosos com seus alunos, e eu acredito nisso. Mas, por que também não o ser na hora das atividades? Que, diga-se de passagem, é a hora mais importante. Seja do ensino infantil ou do fundamental, ser afetuoso vai além do abraçar quando chega ou se despedir quando vai embora. No ato de ensinar precisa ter uma dose também, e das grandes!
Gritar com uma criança é algo assustador, tanto para quem está do lado dela quanto para a própria criança. Muitas vezes ela não vai entender que o grito é para educá-la, até porque nenhum grito é bem vindo numa relação. Quando a criança é pequena o que pode se desenvolver é um medo ou uma vergonha, dependendo a situação que gerou o grito. Já com as maiores, podemos pensar que se desenvolverá uma raiva, uma irritação pelo constrangimento que foi gerado. São muitos os professores que berram com um determinado aluno na frente de outros, e isso não é uma coisa agradável. Crianças também se sentem constrangidas e isso afeta todo o sistema social delas!
Se queremos desenvolver cidadãos que respeitam e que acreditam no futuro precisamos mudar alguns hábitos nas salas de aula. Sei que pode ser difícil, mas acredito que não é impossível. Se você, professor, acredita que ‘gritos não educam’, acredite que também não ensinam. Pois realmente não ensinam! Desenvolvem-se os medos, as vergonhas, culpas desnecessárias e irritação, que prejudicam, que atrasam e que ficam guardadas como rancores de uma aprendizagem mal sucedida. A atividade, que era para ser algo inovador, se transforma em algo assustador e aí as dificuldades aparecem. Outra coisa que pode aparecer também é a violência, que mais tarde, pode ser uma via de escape do aluno.
Eu sou psicóloga e acredito na capacidade de mudança do ser humano, acredito que ele pode, se ele assim desejar. Acredito que podemos mudar um mundo inteiro, se mudarmos nossas atitudes com a infância. Vemos tantas notícias ruins de alunos que agridem seus professores que fico pensando o quão pior ainda pode ficar. Acredito que se tornarmos a aprendizagem mais afetiva, os alunos confiarão mais e acreditarão que são capazes de aprender.
O que grito faz é totalmente o contrário: bloqueia, diminui a autoestima e a motivação do aluno. Quer gritar? Que sejam gritos de alegria, com muita gargalhada. E não gritos de humilhação e medo." por Psi Stephanie Machado Barbosa

Psicomotricidade



“É uma ciência que tem como objetivo o estudo do homem através do seu corpo em movimento, nas relações com o seu mundo interno e externo.” (Sociedade Brasileira de Psicomotricidade)
Ao se ouvir falar em Psicomotricidade, a primeira coisa que nos vem a mente é o movimento, e consequentemente pensamos na vida que é cheia de movimento.
O movimento está presente em cada atividade desenvolvida, desde a mais simples até a mais complexa. O bom aluno deveria ser reflexo não somente de uma mente ocupada em sala de aula, mas também de sua presença de corpo inteiro. Hoje em dia as crianças estão cada vez mais privados de se manifestar fisicamente. Crescemos aprendendo a sermos passivos, a controlar nossos anseios e a seguir um padrão social já estabelecido e muitas vezes, depois gastamos nosso tempo e dinheiro com programas terapêuticos para recuperarmos algo que foi podado e que era para ser natural. Respeitando a necessidade de expressão corporal que as crianças têm, o aprendizado pode ocorrer muito mais naturalmente.
Nesse sentido, tem-se como uma das funções da Psicomotricidade, auxiliar e/ou educar através dos movimentos corporais, a manifestação de aspectos afetivos e cognitivos, facilitando a aprendizagem, uma vez que o movimento é uma das bases fundamentais do desenvolvimento da criança e tem um significado na sua relação afetiva com o mundo.
A criança está em constante movimento corporal, e se utiliza deste para buscar o conhecimento de seu próprio corpo e do outro, e para suprir sua necessidade de experimentá-lo não só para seu domínio, mas para a construção da sua autonomia, responsabilidade e sensibilidade. 

 O corpo em movimento está todo o tempo presente no processo de alfabetização. A estimulação corporal através de atividades específicas traz ao bebê maior segurança para receber todo o estímulo do mundo que o rodeia, fazendo-o interagir de forma positiva com as pessoas que o cercam, desenvolvendo integralmente suas potencialidade e o crescimento normal.
Num outro momento do desenvolvimento, a escola deverá proporcionar espaço para se trabalhar conceitos psicomotores para que o aluno construa sua imagem corporal e obtenha o conhecimento de maneira expressiva, desenvolvendo sua capacidade de comunicação e interação.
 A psicomotricidade deve então, ser considerada como uma educação de base na escola primária, pois ela condiciona todos os aprendizados pré-escolares, levando a criança a tomar consciência de seu corpo, organizar sua lateralidade, situar-se no espaço, dominar seu tempo e adquirir habilmente a coordenação de seus gestos e movimentos. Tudo isso traz como benefício, por exemplo, a aquisição da habilidade para manipular os objetos de sala de aula (lápis, tesoura, régua, etc), uma vez que torna a criança consciente de suas mãos como parte de seu corpo permitindo que ela desenvolva padrões específicos de movimento e o controle de seu tônus muscular, além de proporcionar um aprendizado prazeroso porque englobará também o lúdico, resgatando e dando um novo significado ao vínculo aluno-escola-conhecimento.


Calendário de Março






Dia 15  de março é Dia Internacional do Circo, já no dia 27 é comemorado o dia do Circo no Brasil, em homenagem a um palhaço Brasileiro.

          Atualmente comemora-se o Dia do Circo em 27 de março, numa homenagem ao palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo. Considerado por todos que o assistiram como um grande palhaço, se destacava pela enorme criatividade cômica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contemporâneos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.

Como surgiu o circo?

É praticamente impossível determinar uma data específica de quando ou como as práticas circenses começaram. Mas pode-se apostar que elas se iniciaram na China, onde foram encontradas pinturas de 5 000 anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Esses movimentos faziam parte dos exercícios de treinamento dos guerreiros e, aos poucos, a esses movimentos foram acrescentadas a graça e a harmonia. Conta-se ainda que no ano 108 a.C aconteceu uma enorme celebração para dar as boas-vindas a estrangeiros recém-chegados em terras chinesas. Na festa, houve demonstrações geniais de acrobacias. A partir de então, o imperador ordenou que sempre se realizassem eventos dessa ordem. Uma vez ao ano, pelo menos. Também no Egito, há registros de pinturas de malabaristas. Na Índia, o contorcionismo e o salto são parte integrante dos espetáculos sagrados. Na Grécia, a contorção era uma modalidade olímpica, enquanto os sátiros já faziam o povo rir, numa espécie de precursão aos palhaços.

Quando o circo chegou ao Brasil

No Brasil, a história do circo está muito ligada à trajetória dos ciganos em nossa terra, uma vez que, na Europa do século dezoito, eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade e mais à vontade em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza com os cavalos e seu talento ilusionista. Procuravam adaptar suas apresentações ao gosto do público de cada localidade e o que não agradava era imediatamente tirado do programa. Mas o circo com suas características itinerantes aparece no Brasil no final do século XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava às classes populares e tinha no palhaço o seu principal personagem. Do sucesso dessa figura dependia, geralmente, o sucesso do circo. O palhaço brasileiro, por sua vez, adquiriu características próprias. Ao contrário do europeu, que se comunicava mais pela mímica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possuía dons musicais: cantava ou tocava instrumentos.

Nossos palhaços

Carequinha, "o palhaço mais conhecido do Brasil" - ele mesmo se intitula assim - diz que os melhores palhaços que ele conheceu na vida foram Piolin, Arrelia e Chicarrão. Essa notoriedade de George Savalla Gomes, seu verdadeiro nome, se deve muito à TV. Comandou programas de televisão, gravou vários discos, e soube tirar dessa mídia o melhor proveito. A TV, para ele, não acabou nem vai acabar nunca com o circo. Segundo Carequinha, o circo é imortal. "Sou contra circo que tem animais. Não gosto. O circo comum, sem animais, agrada muito mais." Carequinha. Denominado o "Rei dos Palhaços", o senhor Abelardo Pinto morreu em 1973 e era conhecido no meio circense e no Brasil como o palhaço Piolin (era magro feito um barbante e daí a origem do apelido). Como Carequinha, Piolin trabalhou em circo desde sempre. Admirado pela intelectualidade brasileira, participou ativamente de vários movimentos artísticos, entre eles, a Semana de Arte Moderna de 1922. "O circo não tem futuro, mas nós, ligados a ele, temos que batalhar para essa instituição não perecer" Frase dita por Piolin, pouco antes de morrer.


Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas

Os benefícios de trabalhar a motricidade refinada na educação infantil



O trabalho com a motricidade refinada com crianças que estão prestes a integrar na educação infantil, segundo a pedagoga Cássia Ravena M. de Assis Medel, é considerado pré-requisito extremamente necessário para beneficiar a criança no processo de alfabetização.

Com o intuito de conscientizar os educadores sobre o quanto é positivo para a criança o trabalho com a motricidade refinada antes do ingresso a alfabetização, alguns pontos são abordados de forma que venha esclarecer tal necessidade.

Vale ressaltar que o processo de aquisição da linguagem escrita na criança não inicia na alfabetização, a criança deve ser estimulada a realizar atividades que envolvam movimentos de mãos e dedos de forma que futuramente ela tenha melhor habilidade para utilizar lápis, canetas, realizar desenhos, entre outros.

Com o objetivo de trabalhar a motricidade refinada com a criança é fundamental que disponibilize a ela materiais que proporcione desenvolver as partes necessárias.
O ideal é utilizar tintas, trabalhando com pintura a dedo, massa de modelar (desenvolvendo criatividade), folhas de revistas (orientando a criança a “rasgar” determinada figura e posteriormente utilizar de tesouras e colas para realizar colagens).

Além das colagens realizadas com papéis, atividades diferenciadas como colagens de macarrões, barbantes, bonecos pedagógicos, em especial aqueles que desenvolvem atividades como abrir e fechar botões, dar laços, fechar e abrir zíper, dramatizações, visto que requer o uso das mãos constantemente para expressar gestos, etc.

Na verdade, o trabalho com motricidade refinada faz parte de um rico universo educacional, que proporciona à criança, além de passar pelo processo de alfabetização com facilidade e desempenho significativo, realizar atividades do dia a dia que as tornem crianças mais independentes e evoluídas.



Como ensinar o uso da tesoura e Cortar em linhas retas



Para crianças 4-5 anos que estão aprendendo manusear a tesoura. O manuseio da tesoura exigem lateralidade definida (destro ou canhoto), tipo de tesoura adequado para dominância manual e tamanho da tesoura para criança, habilidades finas dedos (indicador, polegar e dedo médio), força e destreza manual. Os movimentos cortar em linha reta pode ser uma grande desafio para as crianças com dificuldades habilidades motoras e percepção visual e espacial.




Dicas de como ensinar a criança manusear a tesoura e cortar em linhas retas

- Primeiro deixar a criança explorar os movimentos de abrir e fechar da tesoura.
- Utilizar o papel cartão (maior feedback sensorial) para depois papel normal.
- Fazer as linhas escuras e grossas.
- Utilizar uma tinta relevo no contorno das linhas ou emborrachados.Quando a tinta relevo endurece, fornece para criança uma pista tátil quando vira a tesoura fora da linha.
-Reduzir o tamanho (linhas de corte) gradativamente. Para criança adquirir maior precisão do corte.








Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia
Equipe Brasil Escola