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Curso online de Educação Infantil (Teorias e práticas pedagógicas)

Leiturinha: parceria que encanta!

Calendário - Fevereiro 2016


Aprendendo os números de forma criativa




Nos primeiros anos da escola, a criança começa a entrar em contato com os números de maneira mais formal. Passam do famoso "quantos aninhos você tem?", respondido com os dedos, à sequência correta dos números de 0 a 10, em seguida à contagem e, mais adiante, às operações matemáticas mais simples. Para ajudá-la nesse processo, a Educação Infantil tem muito a oferecer. De brincadeiras a cantigas, muitas são as opções lúdicas para trabalhar os números e inseri-los no dia a dia dos pequenos de maneira natural. A seguir, veja uma seleção de atividades envolventes e criativas.



Dica!
É importante tornar a prática da contagem uma rotina na vida das crianças, com pequenas coisas como contar seus lápis, seus brinquedos e até seus materiais enquanto trocam de atividade.

Contagem mecânica

É o nome que se dá ao ato de contar sem se preocupar em relacionar o número à sua quantidade correspondente. No início, é assim que as crianças contam, de maneira automática.


Carimbo dos dedos
Materiais:
: cartolina colorida
guache colorido

A professora oferece guache e cartolina para as crianças – e pronto! É diversão e matemática na certa. Veja como:
Desenvolvimento
1.
Distribua as cartolinas para os alunos e dê um pote de guache para cada um.
2. Peça para que eles pintem as mãozinhas e, com os dedos, desenhem um número na cartolina.
3. Oriente-os a espalharem números variados.
4. Eles também podem carimbar as mãos e escrever, ao lado, a quantidade de dedos carimbada ali.

Palitinhos coloridos
Materiais:
★ tinta guache na cores verde, azul, vermelha, amarela, rosa, preta, marrom, roxa, cinza e laranja
★ palitinhos de sorvete
★ fitas de cetim nas mesmas cores
★ canetinha preta
★ cola branca
1. Separe os palitos em 10 montes: o primeiro monte com 1 palito, o segundo com 2 palitos e assim por diante.
2. Cole os palitos (um sobre o outro) de cada monte e deixe secar.
3. Com o guache, pinte cada monte de uma cor.
4. Após secar, amarre as fitas de mesma cor em torno dos montes.
5. Com a canetinha preta, escreva em cima dos montes o número de palitos que eles contêm.
Desenvolvimento
Mantenha os conjuntos de palitos sempre na sala. Eles servirão de auxílio para muitas atividades, pois, sempre que o aluno precisar de ajuda para relacionar a quantidade ao número, pode recorrer a eles. Por exemplo, a professora pede para a criança separar 4 brinquedos. Antes de pegá-los, ela pode conferir nos palitos o que, concretamente, são 4 objetos.

Caixa de coleção
Materiais:
★ caixa de sapato
★ papel de presente
★ fita adesiva
★ objetos da escolha do aluno
Cada aluno deve ter a sua. E todos aprendem brincando! A meta aqui é contar e relacionar as quantidades aos números.
1. Encape a caixa com o papel de presente
2. Peça para os alunos trazerem objetos que queiram colecionar, como tampinhas, lápis, bonequinhos, figurinhas, carrinhos etc.
Desenvolvimento
Com criatividade, pode-se partir para diversos caminhos a partir das caixas. Conforme as crianças forem trazendo os objetos, peça para elas irem contando os seus e o dos coleguinhas. Quem já conseguiu juntar mais? Oriente-as a compararem as quantidades.
Observação: Esta atividade ensina também a importância de colecionar e guardar.


Dica!
Envie um bilhete para os pais comunicando a atividade, para que eles auxiliem as crianças na coleta de materiais em que vão colecionar.
 
Jogo da memória
Materiais:
★ papel cartão
★ canetas hidrocor coloridas
★ adesivos ou desenhos
★ tesoura

Desenvolvimento
1. Distribua os alunos ao redor de uma mesa.
2. Embaralhe as cartas e organize-as de forma em que todos as vejam.
3. Um aluno deve começar escolhendo uma carta.
4. O par é aquele que tiver a quantidade correspondente ao número, ou viceversa. Vá mediando o raciocínio dos alunos.
5. Se ele não conseguiu achar o par, é a vez do próximo ao seu lado, e assim por diante.
6. A brincadeira acaba quando todas as cartas estiverem viradas.

Coordenação motora
Muitas atividades que envolvem contagem de objetos e, principalmente, desenhos e colagens são muito bem-vindas na faixa etária da Educação Infantil. Isso porque elas estimulam o desenvolvimento da coordenação motora e da coordenação motora fina (em tarefas mais minuciosas, como recortes), essencial para a escrita, que será trabalhada com mais afinco no Ensino Fundamental I.


Plaquinhas com números
Materiais:
★ papel-cartão amarelo e preto
★ barbante
★ cola branca
Este jogo ajuda os alunos a trabalharem a sequência de números, além de envolvê-los em uma atividade de grupo.
1. Recorte quadrados no papel cartão amarelo.
2. Recorte números de 0 a 10 no papel cartão preto.
3. Cole os números no centro dos quadrados.
4. Faça furos laterais nos quadrados.
5. Corte tiras de barbante e amarre nos furos, para que os quadrados possam ser pendurados como plaquinhas;
Desenvolvimento
Esta atividade pode ser desenvolvida de duas maneiras. Na primeira, a quantidade de alunos da sala deve ser menor ou igual à de plaquinhas.
1. Distribua uma plaquinha para cada aluno colocar no pescoço.
2. Peça para os alunos se misturarem e, em seguida, formarem uma fila.
3. Pergunte a cada aluno de cada vez se, levando-se em conta a sequência numérica correta, ele está no lugar certo da fila. Se a resposta for não, ele deve mudar de lugar com um coleguinha e ir para sua posição certa.
4. A brincadeira continua até cada um ocupar se lugar certo na ordem numérica.
A segunda forma de desenvolver a atividade é adequada para classes de mais de 11 alunos. Ela é aplicada da mesma maneira, mas os alunos que ficarem de fora é que devem perguntar aos coleguinhas se eles estão nos lugares certos e os ajudarem a mudar de posição na fila.




Contagem de alunos

A contagem é simples, mas funcional: todos os dias, quando os alunos chegam à sala, um é escolhido para contar quantos são os presentes. O número é escrito na lousa, e a professora ainda escreve, ao lado, quantos são os alunos que estão faltando. Trata-se, ainda, de uma introdução às operações matemáticas.

Colagens
Materiais:
★ folhas sulfite, de revista e jornal
★ cola branca
★ tesoura sem ponta
Desenvolvimento
1.
Distribua para os alunos as folhas com os números, as folhas de revista, a cola e a tesoura sem ponta.
2. Peça para eles colarem nas folhas papéis picados na quantidade indicada por número escrito por você nas folhas, ou numa determinada quantidade falada em voz alta.

Plantação divertida
Plantar não é apenas uma atividade ecológica, como pode ajudar os pequenos a desenvolverem a noção de cuidado. Além disso, eles aprendem a contar os grãos. Cada criança coloca uma determinada quantidade de feijões em seu copinho com algodão. Depois, ao longo do crescimento das plantinhas, as crianças também contam a quantidade de brotos que nascem e, mais tarde, de folhas.

Dica!
Deixe os alunos se oferecerem para contar os coleguinhas.

Números de 1 a 10

Materiais:

★ cartolina
★ tesoura
★ cola
★ jornal



★ purpurina
★ retalhos de TNT
★ papel de presente
★ revistas
★ fôrmas de doce
★ papel de seda
Para aprender os números, nada melhor do que entrar em contato com eles. Confeccione-os para que as crianças manuseiem sempre que possível.
1. Recorte os números conforme os moldes.
2. Enfeite os números com jornal, revistas, purpurina etc.


 Fonte de pesquisa: Guia Prático-Educação Infantil

Para estabelecer a harmonia



 O ambiente escolar é o local para a criança experimentar pela primeira vez como é viver em sociedade, sem ter os pais ou responsáveis como as figuras que atendem e resolvem as vontades e dificuldades. É nesse período em que os pequenos aprendem a lidar com as diferenças e a respeitá-las. Mas, além disso, é também o momento em que percebem que existem outras estratégias para satisfazer suas necessidades, como agressões, xingamentos, mordidas e choros. Lidar com esse tipo de comportamento pode parecer difícil, mas é por meio de tais sinais que é possível estabelecer a boa convivência e o respeito às regras.

Não importa a idade, as regras e os limites fazem parte da sociedade e desde cedo devemos aprender a conviver com as mesmas.

Saber que o seu direito termina onde começa o direito do outro, aprender a lidar com as diferenças e a resolver seus conflitos é uma constante na vida, seja em que etapa dela se vive.

Por isso, as crianças, desde bem pequenas, devem aprender a conviver com os combinados, os limites, pois não há como passar uma vida fazendo tudo como se quer, na hora que se quer, do jeito que se quer, com as pessoas que se quer.

Os combinados da turma

Fazer combinados não significa apenas captar a opinião dos alunos e construir um cartaz bonito com as responsabilidades do grupo. Significa também uma mudança de postura por parte do educador. O professor precisa abandonar os velhos métodos autoritários e se propor a construir uma relação afetiva com sua turma. Precisa estar disposto a ouvir, a respeitar cada criança, a conquistar a confiança da turma. Precisa estabelecer limites justos, que ajudem a criança a se desenvolver moralmente, em vez de causar apenas humilhação e revolta. Agindo assim, normalmente o professor leva mais tempo para conquistar o respeito da turma, porém, quando essa conquista ocorre ela é permanente, pois o professor atinge uma autoridade que não se baseia apenas no medo, mas numa verdadeira relação de confiança e admiração pelo mestre. Quando educamos as crianças para se comportar bem em função do medo de receber punição, corremos o risco de formar pessoas capazes de obedecer quando são vigiadas, mas que agem de forma anti-ética quando "ninguém está olhando". Os combinados ajudam a criar uma cidadania autêntica e não apenas um jogo de hipocrisia social onde o que vale é a aparência de bondade.

A sala de aula é um reflexo da bagagem que o aluno traz de casa. Se uns não dão trabalho, sabem se comportar e ter disciplina, outros acreditam que estão na própria sala de estar, onde fazem o que querem. Por isso, é importante estabelecer regras desde o primeiro dia, para evitar a indisciplina.

O ambiente de uma sala de aula de Educação Infantil deve ser agradável e prazeroso, de maneira que promova relações estimuladoras de desenvolvimento da criança com o professor, com os estudos, com outras crianças e com as regras.

A maneira de conduzir a relação entre os alunos, interagir com eles e propor as atividades interfere na aprendizagem.


Algumas orientações para a construção dos combinados:

- A atividade de construção de regras deve acontecer na primeira semana de aula.
- O professor não deve chegar à sala de aula com as regras já prontas, escritas em papel pardo e apresentar às crianças.
- Faça uma roda com os alunos para que todos possam olhar uns aos outros. Cada criança é orientada a falar o que acha que deve ser permitido ou não na escola, e a professora faz a mediação dos comentários.
- As regras devem ser construídas coletivamente, para que todos discutam e se sintam responsáveis por elas. Detalhe! Todas as crianças têm o direito de opinar e devem ser incentivadas a isso.
- As regras devem ser fixadas na sala de aula, em lugar visível a todos os alunos.
- Não basta construir as regras. Devem ser retomadas, periodicamente, para que as crianças aprendam a avaliar o que foi combinado e o que está ou não acontecendo.
- Os professores devem destacar as regras que estão sendo cumpridas, elogiar a turma e levá-la a refletir sobre “o que faz com que essas regras sejam cumpridas”?
- Levantar as regras que não estão sendo cumpridas de modo geral e também levá-la a refletir sobre “o que faz com que essas regras não estejam sendo cumpridas”?


O professor sai da condição de tutor das regras e oferece aos alunos a responsabilidade da resolução como mediador, relembrando-os de que, o que vale para um vale para todos aqueles que, por ventura, também burlarem tal combinado.  A consequência do não cumprimento do combinado é igual para todos.

Para além da disciplina e da punição, os combinados ou regras, devem centrar-se em estratégias de negociação, de apoio à construção de convicções acerca do relacionamento interpessoal.

Mais do que apresentar regras para as crianças, o importante é perceber a elaboração mental que cada criança faz como são internalizadas, que impacto existe em suas vidas, que significado e importância possuem.


Disciplina é um valor que deve ser cultivado

Segundo o educador Celso Antunes “a disciplina precisa ser transformada em valor, para que seja vista como uma qualidade humana, imprescindível à convivência e fundamental para as boas relações interpessoais. A disciplina não pode, jamais, chegar ao aluno como uma ordem, um castigo, um imperativo que partindo do mais forte, dirige-se ao oprimido em nome de seu conforto pessoal, mas como ‘produto’ de debate, reflexão, estudo de caso e análise onde se descobre a hierarquia de povos disciplinados sobre clãs sem mando ou sobre sociedades oprimidas”.

Sugestões de atividades - 1ª semana de aula



Hoje estou disponibilizando a vocês algumas sugestões de atividades para a 1ª semana de aula no 1º ano.

Com dinâmicas divertidas, você professor apresenta a escola aos alunos, aproxima colegas de classe e contribui para que todos se sintam acolhidos dentro do novo grupo. Primeiro dia de aula. A turma toda está na expectativa para saber quem serão os novos professores. Muitos alunos nunca se viram ou mal se conhecem. Para formar um grupo unido, bem relacionado e em sintonia com você, esqueça a velha tática de dar bom dia, fazer as apresentações e entrar no conteúdo.


Meu nome é... 
Faça crachás com o nome das crianças e coloque no chão da sala, no meio de uma roda. Peça que cada uma identifique seu nome. Incentive o reconhecimento das letras iniciais, conte quantas letras compõem cada nome e faça com que elas percebam letras iguais em nomes diferentes. Quando todas já estiverem com crachá, comece um gostoso bate-papo sobre as preferências de cada um quanto a um tema predeterminado (como alimentos, brincadeiras, objetos ou lugares). Agrupe as crianças de acordo com as afinidades. Na etapa seguinte, peça aos alunos que desenhem aquilo de que gostam em uma folha e coloquem o nome. Quem não souber escrever sozinho pode copiar do crachá. Depois de prontos, os desenhos são mostrados aos colegas e, em seguida, expostos no mural. Com os alfabetizados, a dinâmica é a mesma, mas, além de desenhar, eles podem fazer uma lista de suas preferências. 

Os materiais que vamos usar: 
Esconda na sala sacos ou embrulhos contendo materiais diversos que farão parte do cotidiano da meninada. Pode ser, por exemplo, livros, jogos, pincel, tesoura ou um pouco de argila. Peça às crianças que procurem, em duplas, pelos objetos. Isso já estimula a cooperação entre elas. Oriente a busca dizendo "quente", se o que procuram está perto, "morno", se está a uma distância média, ou "frio", quando estiver longe. Depois que todos os pacotes forem encontrados, pergunte que atividades podem ser feitas com os materiais e aproveite para explicar melhor a função de cada um. Mostre como e onde eles ficarão guardados, chamando a atenção para a importância de manter o ambiente de trabalho sempre bem organizado.

Como é meu colega:
 Diga à classe que todos vão ganhar um "retrato". Pregue na parede uma folha de papel Kraft da altura da criança. Posicione o aluno de modo que fique encostado na folha e, com um lápis, desenhe o contorno do corpo dele. Estimule a turma a dizer como é o cabelo, o rosto, se usa óculos etc. Durante a atividade, repita muitas vezes o nome do aluno, para que os colegas memorizem. Faça o "retrato" de todos. Por fim, peça a um colega que desenhe o seu contorno, repetindo o processo de observação, para que as crianças também se familiarizem com você. Pendure os desenhos na parede e elogie o grupo. Nos dias seguintes, logo na entrada, pergunte à classe quem é cada um dos colegas desenhados e se ele está presente. Se estiver, ganha uma salva de palmas. Deixe os papéis expostos por algum tempo. É importante para os pequeninos que suas produções permaneçam ali até eles se sentirem pertencentes ao grupo e ao ambiente. 


Direitos e deveres 
 Já nos primeiros dias, estabelecer os famosos combinados pode evitar problemas e garantir um bom relacionamento ao longo do ano. Comece discutindo com a garotada o que espera do ano que se inicia e qual a melhor maneira de trabalhar em grupo para alcançar esses objetivos. Formule com todos (e escreva no quadro) a continuação das seguintes frases: "Temos direito a..." e "Somos todos responsáveis por...". Lembre-se de que a declaração de direitos e deveres deve ser inspirada nas normas gerais da escola - que os alunos precisam conhecer - e ser focada no que deve ser feito, e não no que é proibido. A etapa seguinte é descobrir o que as outras turmas da escola combinaram. A troca de informação, além de enriquecer os tratados feitos por eles, promove a integração com colegas de outras classes. Ao terminar, peça a cada um que copie os tratados e cole na agenda. Assim, o texto estará sempre à mão. Além disso, os estudantes podem produzir dois grandes cartazes em cartolina para pendurar na parede da classe.

O que vamos aprender 
 Todo ano é a mesma coisa: o que esperar da série que se inicia? Uma situação desconhecida sempre dá um friozinho na barriga. Para baixar a ansiedade da meninada, registre no quadro algumas dúvidas e expectativas do grupo sobre o trabalho na nova classe e convide alguns estudantes da série seguinte para respondê-las. Deixe que falem livremente sobre as suas impressões e vivências como ex-aluno da série. Esse intercâmbio, logo no início, deixa a turma mais tranquila e segura e valoriza a cooperação e a interação entre diferentes classes.