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Datas comemorativas




Textos para os alunos



Páscoa Cristã



A Páscoa Cristã é uma das festividades mais importantes para o cristianismo, pois representa a ressurreição de Jesus Cristo, o filho de Deus.  

A data é comemorada anualmente no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre no início da primavera (no Hemisfério Norte) e do outono (no Hemisfério Sul). A data é sempre entre os dias 22 de março e 25 de abril.

Durante os 40 dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa - período conhecido como Quaresma - os cristãos se dedicam à penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz.

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, ocasião em que as pessoas cobriam a estrada com folhas da palmeira, para comemorar a sua chegada.

A Sexta Feira Santa é o dia em que os cristãos celebram a morte de Jesus na cruz. E por fim, com a chegada do Domingo de Páscoa, os cristãos celebram a Ressurreição de Cristo e a sua primeira aparição entre os seus discípulos.

A Páscoa já era comemorada antes do surgimento do Cristianismo. Tratava-se da comemoração do povo judeu por terem sido libertados da escravidão no Egito, que durou aproximadamente 400 anos.

Segundo a Bíblia, supostamente Jesus teria participado de várias celebrações pascais. Quando tinha doze anos de idade foi levado pela primeira vez pelos seus pais, José e Maria, para comemorar a Páscoa, conforme narram algumas das histórias do Novo Testamento da Bíblia.

A mais famosa participação relatada na bíblia foi a "Última Ceia", onde Jesus e os seus discípulos fizeram a "comunhão do corpo e do sangue", simbolizados pelo pão e pelo vinho.

Segundo a Bíblia, supostamente Jesus teria participado de várias celebrações pascais. Quando tinha doze anos de idade foi levado pela primeira vez pelos seus pais, José e Maria, para comemorar a Páscoa, conforme narram algumas das histórias do Novo Testamento da Bíblia.

A mais famosa participação relatada na bíblia foi a "Última Ceia", onde Jesus e os seus discípulos fizeram a "comunhão do corpo e do sangue", simbolizados pelo pão e pelo vinho.

O que são os Símbolos da Páscoa?

Os Símbolos da Páscoa são representações que fazem parte dos rituais da Semana Santa.

A Páscoa é uma festividade importante para os cristãos, pois celebra a morte e ressurreição de Jesus Cristo, um episódio bíblico interpretado como a passagem para novos tempos e novas esperanças para a humanidade.

A Páscoa é comemorada em data móvel, sempre entre os dias 22 de março e 25 de abril.

A Páscoa para os judeus - Pessach (“passar além”, na tradução do hebraico) é comemorada pela conquista da liberdade pelos hebreus, que viviam como escravos no Egito, simbolizando o retorno à vida digna.

Essa libertação coincidiu com o início da primavera, assim fundiram-se numa só festa, a renovação da natureza e o renascimento de Israel, como eram chamados os hebreus.

Os rituais que precedem a Semana Santa começam 40 dias antes da Páscoa, período conhecido por "Quaresma" - quando os cristãos se dedicam à penitencia do jejum, para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e também o sofrimento que ele suportou na crucificação.

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, onde a estrada era enfeitada com folhas da palmeira.

A Sexta Feira é o dia da celebração da morte de Jesus na Cruz. O Sábado de Aleluia é o dia da celebração da missa da meia noite, na passagem para o Domingo da Ressurreição.

No domingo é celebrada a Páscoa - o Domingo de Páscoa, o dia da Ressurreição de Jesus e sua primeira aparição para seus discípulos.

Durante a Semana Santa, vários símbolos fazem parte do ritual das comemorações, entre eles:
Os ramos de palmeira

A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, ocasião em que as pessoas cobriam a estrada com folhas de palmeira, para comemorar sua chegada.
Atualmente, as folhas de palmeiras são usadas na decoração das Igrejas durante as comemorações da Semana Santa, como um sinal de “boas-vindas a Cristo”.


Cordeiro


Este é um dos símbolos mais antigos da Páscoa, lembrando a aliança que Deus teria feito com o povo judeu no Antigo Testamento.
Naquela época, a Páscoa era celebrada com o sacrifício de um cordeiro.
Para os cristãos, Jesus Cristo é o “cordeiro de Deus que tirou os pecados do mundo”.



Círio Pascal 

O Círio Pascal é uma grande vela, decorada com as letras gregas alfa e ômega, que significam “início” e “fim”, respectivamente, e usada durante as missas da Semana Santa.

Durante a Vigília Pascal é inserido na vela os cinco pontos das chagas de Cristo na cruz.
É acesa no Sábado de Aleluia e sua Luz representa a Ressurreição de Cristo.

O Peixe 

O peixe é um símbolo trazido dos apóstolos que eram pescadores.



É um símbolo de vida, usado pelos primeiros cristãos, no acróstico IXTUS - peixe em grego. 

As letras são as iniciais de "Iesus Xristos Theos Huios, Sopter", que significa "Jesus Cristo, Filho de Deus, o Salvador".

Faz parte do ritual da Semana Santa comer peixe na Sexta Feira Santa, para lembrar o ritual dos 40 dias de jejum de carne, seguidos pelos cristãos durante a Quaresma.


Ovo de Páscoa 

Por representar o nascimento e a vida, presentear com ovos era um costume antigo entre os povos do Mediterrâneo.

Durante as festividades para comemorar o início da primavera e a época de plantio, os ovos eram cozidos, pintados e presenteados, para representar a fertilidade e a vida.

O costume passou a ser seguido durante as festividades dos cristãos, onde eram pintados com imagens de Jesus e Maria, representando simbolicamente o nascimento do Messias.

Muitas culturas mantêm até hoje esse costume. No mundo moderno, o ovo fabricado com chocolate virou uma tradição de presente no Domingo de Páscoa. 


Coelho de Páscoa 



O coelho de Páscoa tornou-se o símbolo da fertilidade e da vida, devido a particularidade deste animal de se reproduzir em grandes ninhadas.

Está relacionado com a Páscoa por representar a esperança de vida na Ressurreição de Jesus Cristo.

Vários povos da antiguidade já consideravam o coelho como símbolo da fertilidade, pois com a chegada da primavera, eram os primeiros animais a saírem de suas tocas.

Com o passar dos tempos, os coelhinhos de chocolate entraram para os costumes das festividades da Semana da Páscoa.

Assim como os ovos de chocolate, os coelhinhos viraram tradição de presente no Domingo de Páscoa.

História em quadrinhos estimula o hábito da leitura

O ato de folhear um gibi e acompanhar os diálogos e ilustrações é um dos principais estímulos à leitura na infância.

                                                                                                   Foto: Corbis

No atual mundo audiovisual, é cada vez mais difícil criar o gosto pela leitura nos jovens. As editoras, contudo, encontraram um formato que carrega a informação de uma maneira mais prazerosa e interessante que um livro sem figuras. São as histórias em quadrinhos educativas, que têm recebido novas adaptações de grandes clássicos com freqüência, crescido no mercado editorial e ganhado as salas de aulas.

Por mais que a tecnologia evolua, o bom e velho gibi continua agradando pessoas de todas as idades. Isto porque as histórias em quadrinhos impressas continuam sendo uma ótima fonte de entretenimento, além de estimularem o hábito da leitura, mesmo com tantos recursos disponíveis atualmente. Ou seja, apesar do acesso facilitado aos conteúdos digitais pela internet, ainda há espaço para cultivar antigos e prazerosos costumes, como o de folhear as páginas de um livro.
Vale frisar que a leitura é o ponto de partida para o desenvolvimento de inúmeras habilidades e, segundo o MEC Ministério da Educação e Cultura - representa a principal fonte de conhecimento, especialmente na infância. É por isso que pais e educadores devem facilitar esse acesso aos livros e uma das maneiras mais divertidas e agradáveis de fazer isso é inserindo as HQs impressas no dia a dia dos pequenos.
Devido à sua linguagem simples e ao dinamismo proporcionado pelas ilustrações, os gibis são atraentes para o público infantil, que rapidamente compreende que a fala das personagens está nos "balões". Aí está o começo de uma relação de curiosidade, afeto e aprendizado. Muitas crianças aprendem ou aprimoram a leitura nas frases simples e breves dos quadrinhos, como os da Turma da Mônica. De acordo com artigo da revista Língua Portuguesa (UOL), os gibis são capazes de incentivar o amadurecimento intelectual da criança, abrindo portas para os livros.
Entre as inúmeras vantagens de inserir as histórias em quadrinho na vida da criança, está a possibilidade de ela interagir com os colegas durante a leitura, trocar, emprestar ou fazer uma leitura em conjunto. Além disso, os gibis são democráticos: qualquer pessoa pode ter acesso a eles, inclusive em comunidades mais carentes onde o computador não chega.

Como estimular a leitura através dos impressos
De acordo com Marcello Barra, professor do Centro de Sociologia da UFPE Universidade Federal de Pernambuco, o conteúdo impresso é fundamental na formação das crianças, pois promove uma leitura concentrada e permite o aprofundamento do saber. No caso das mídias eletrônicas, existe a possibilidade de se buscar novas fontes e informações diversificadas, o que distrai muito mais o leitor. Segundo ele, não se trata de encontrar o jeito certo e o errado, pois ambos são complementares. No entanto, o ideal é que a criança absorva os benefícios do livro impresso antes de integrar a cultura digital.
Livrarias e bibliotecas podem ser ambientes muito interessantes para os pequenos hoje em dia, pois oferecem espaços confortáveis para leitura e conversação. Existem também locais específicos para gibis são as gibitecas. Na capital paulistana, por exemplo, as HQs ganharam um espaço diferenciado no Centro Cultural São Paulo: a Gibiteca Henfil conta com um acervo de 10 mil títulos e abre todos os dias para visitação. A dica é dar à criança a oportunidade de ver de perto uma estante cheia de livros, tocar neles e estabelecer seus próprios critérios de escolha, virar as páginas, curtir o colorido das capas, etc.
Outro estímulo importante é aquele que começa bem cedo: deixe os livrinhos infantis e gibis sempre expostos ao alcance da criança. Você pode permitir que ela invente as próprias histórias a partir das ilustrações. Assim, no futuro, o livro será como um brinquedo, uma diversão jamais uma obrigação.
Por fim, contar histórias e ler para as crianças continua sendo uma das maneiras mais simples de estimular a leitura de impressos. Sendo assim, pais e educadores devem reservar alguns minutos do dia para se dedicar a esse hábito, que é fundamental para o desenvolvimento dos pequenos.

6 princípios que a escola e os pais devem ensinar às crianças


Responsabilidade, autonomia, altruísmo e gratidão são algumas noções fundamentais para garantir que as crianças saibam se colocar no futuro que as espera de maneira a conseguir transformá-lo.




Muito se repete que as pessoas se preocupam demais em deixar um mundo melhor para os filhos e se esquecem de deixar filhos melhores para o mundo. Provavelmente, não é o seu caso. Não deveria ser o de nenhuma mãe ou nenhum pai. Afinal, quem construirá uma sociedade melhor se não aqueles que a compõem? E, em um futuro nem tão distante, serão justamente as nossas crianças esses construtores. Para que cumpram bem a função, cabe a nós ensinar a elas princípios como responsabilidade, capacidade de se colocar no lugar dos outros e autonomia. A missão exige uma aliança ampla e irrestrita.

"Antigamente, cobrava-se que a escola passasse às crianças apenas competências técnicas, enquanto a família ficava com os valores e as questões de afetividade. Só que, cada vez mais, pai e mãe têm que trabalhar muito para dar conta da sobrevivência, e seus filhos acabam ficando grande parte do tempo na escola. Portanto, mais do que nunca, a tarefa precisa ser conjunta", observa o psiquiatra Augusto Cury, que está lançando o livro Pais Inteligentes Formam Sucessores, Não Herdeiros (Saraiva). Como fazer isso? No treino diário. "Ninguém constrói valores sem praticá-los. Só o discurso e o sermão não são suficientes. Além disso, a postura do adulto de referência tem que estar de acordo com o que se defende", ressalta a educadora mineira Flávia Vivaldi, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral formado pelas universidades estaduais de Campinas (Unicamp) e de São Paulo (Unesp). A seguir, detalhamos seis atitudes que todos devem querer ver em seu filho. Aí é só dar o exemplo e incentivá-lo a praticar.

1. Ser responsável


A mãe e o pai chegam em casa exaustos de um dia de trabalho e, em vez de sentar para jantar e conversar com os filhos, começam uma interminável catação dos brinquedos que estão espalhados pela sala. Soa familiar? Embora à primeira vista pareça ser a atitude mais lógica a tomar, estamos falhando como pais quando fazemos esse tipo de coisa, alerta o psiquiatra Içami Tiba, de São Paulo, que acaba de lançar o livro Educação Familiar Presente e Futuro (Integrare). É que perdemos a chance de ensinar às crianças um dos primeiros grandes valores: responsabilidade. "Filhos não nascem folgados, são os pais que os fazem assim. Às vezes porque querem ter a casa em ordem, em outras por pressa, eles não se preocupam em ensinar organização. E nem falo de responsabilizar os filhos por cuidar do que é de todos, mas apenas do que é deles", diz o especialista. "Crianças capazes de pegar o brinquedo da prateleira têm condições de guardá-lo de volta." Aos poucos, esse ensinamento pode ser expandido para a arrumação da cama, do quarto até que a criança aprenda a cuidar do que está à sua volta. Na escola, em geral, a responsabilidade é cobrada em relação à entrega da lição, mas pode ir além também. "Há situações que estimulam esse princípio de forma mais completa. Por exemplo, delegando aos alunos pequenas responsabilidades na organização de atividades comuns, como a quadrilha da festa junina", indica Flávia. Quando se compromete com esse tipo de tarefa, a garotada costuma cumprir o combinado, pois há um grupo esperando aquilo. "O jovem não quer romper o contrato feito com a turma." Construir valores em situações significativas para a criança ou o adolescente é ainda mais efetivo.


2. Pensar e agir sem ajuda externa


É quase irresistível - e, de longe, pode até ser interpretado como maldade: a criança, sem saber como montar o brinquedo ou errando ao soletrar uma nova palavra, e os pais em volta olhando, mudos. Se você se vê na cena, antes de assumir a culpa, pare e pense no bem que fará ao seu filho se deixar que ele aprenda por conta própria. E até que erre sozinho - especialmente o exercício da lição de casa, que precisa ser corrigido pelo professor para que ele saiba as dificuldades de cada aluno e o que falta ser reforçado em sala. "Os pais, mais do que dar as soluções, devem perguntar: 'O que você acha?' Dar conhecimento pronto e respostas rápidas é uma forma de superproteção intelectual que promove, apenas, a lei do menor esforço. Bons educadores devem ser provocadores do raciocínio por meio da pergunta para que as crianças adquiram consciência crítica e saibam se colocar melhor no mundo", recomenda Cury. Devolver a dúvida para o filho instiga a um desafio. Ele pode até reclamar de ter que resolver, mas, no fim, vai adorar perceber que consegue fazer aquilo sozinho. E, conforme for vencendo etapa após etapa, se sentirá fortalecido para confiar mais na própria capacidade, adquirindo cada vez mais autonomia. Os pais devem colocar na cabeça que eles não precisam ser úteis aos filhos o tempo todo. Ok, é difícil cortar esse cordão, uma vez que não queremos ver nosso pequeno tropeçando ou sofrendo no caminho. Mas só assim ele vai aprender realmente e conseguir se virar em situações difíceis, tanto agora quanto quando forem adultos - em um mundo que não economiza na distribuição de obstáculos.


3. Colocar-se no lugar do outro


Vivemos em um mundo cada vez mais individualista, em que mal sabemos quem é nosso vizinho, muito menos por quais dificuldades ele passa - assim, é muito mais fácil reclamar por ele ter largado as malas atrapalhando a entrada no hall comum do que oferecer ajuda, cogitando se ele está enfrentando algum problema, como perdeu ou esqueceu a chave de casa. Nós nos restringimos ao nosso universo (que pode se limitar à tela do celular), não vemos mais nada do que acontece ao nosso lado. Se nós, adultos, somos assim, como cobrar das crianças que aprendam a notar o que está em volta e, mais, colocar-se no lugar do amigo? Como mostrar que ninguém é pior por ter tido uma dificuldade em português ou ter errado o gol no jogo de futebol? E que pode, sim, ficar chateado ao ouvir os colegas rindo de suas falhas? "Os jovens de hoje são muito autocentrados. Eles pensam apenas no que diz respeito a eles e seus amigos ou familiares", aponta Flávia, que é também coordenadora pedagógica da Escola Municipal Wilson Hedy Molinari, de Poços de Caldas (MG), considerada por especialistas em educação um exemplo no ensino de valores. "Para se colocar no lugar do outro, é preciso se exercitar. A escola deve criar situações para que o aluno pense nisso. Por exemplo, assembleias para discussão de questões do grupo, reuniões para construção de regras de convivência e trabalho comunitário." Ouvindo os colegas, fica mais fácil entender que o outro é diferente e tem necessidades que também precisam ser atendidas. "Ter empatia é perceber as intenções do outro, se ele está feliz ou sofrendo, se aquela sua atitude vai prejudicá-lo ou não. E isso é fundamental na vida", analisa Tiba.


4. Fazer por merecer


Não é uma situação rara: no aniversário do filho mais velho, os pais bem-intencionados compram também uma lembrança para o caçula - o coitadinho ia ficar só vendo o irmão com brinquedos novos? "Um filho que faz aniversário merece, pela data, ganhar presente. O outro tem de aprender que o aniversário não é dele e pronto, vai ficar bem. Mas os pais viciam os dois a receber sempre", alerta Tiba. "Da mesma forma, criou-se o costume de dar um carro para o jovem que faz 18 anos. Que esforço ele fez para ganhar essa recompensa?", pergunta o expert. Ao premiar sem mérito, corremos o risco de criar uma geração de mimados que não sabe o valor do empenho e vai cobrar, lá na frente, que a promoção recebida pelo colega de trabalho seja estendida a ele também. Ou, então, não vai saber lidar com a frustração de não ter sido agraciado. É a postura do "herdeiro", que vive de mesada, sem suor próprio, e só gasta o legado recebido - muito diferente da atitude do sucessor, que se preocupa em multiplicar e expandir o que ganhou porque entende o valor que aquilo embute. Flávia, entretanto, atenta para um cuidado que a questão exige no meio escolar: "Reconhecimento pelo esforço é uma coisa, premiar grandes resultados é outra. Existe uma tendência nas escolas de dar destaque ao aluno que se sai bem em determinada matéria. Como mostrar a importância do conhecimento para aquele que nunca conseguiu chegar em primeiro? Isso desestimula", questiona. E diz: "Acaba-se sempre trabalhando o fim, não o meio". Por isso, ela recomenda uma avaliação do processo e ensinar o aluno a ver e comparar como estava no início e aonde chegou. Assim, fica mais clara a evolução - que, aí sim, pode ser premiada.


5. Sentir e mostrar gratidão


A questão tem sido debatida à exaustão: os pais, com pouco tempo (e muita culpa), atolam as crianças com presentes e tudo que elas desejam. Os filhos, por seu lado, exigem cada vez mais. "No passado, os pais erravam sendo autoritários. Atualmente, erram sendo permissivos e ausentes. Se antes diziam 'não' constantemente, agora, com raras exceções, se deixam explorar por filhos bombardeados por uma indústria que estimula o consumo desenfreado", avalia Cury. Por isso, é urgente ensinar às crianças e aos adolescentes a importância da gratidão. Do ato de olhar no olho do convidado que chega para a festinha de aniversário e, no lugar de já ir perguntando "Trouxe o que de presente?", agradecer pela presença, pelo abraço e, por fim, pelo pacote que ele oferece - seja o que for que tiver dentro, pois demonstra que ele pensou em você. Não basta apenas um "obrigado" educado - é preciso ter um sentimento sincero. "Hoje, tudo é tão rápido e descartável que os jovens nem vivem a expectativa do desejo, são atendidos imediatamente. Por isso, a gratidão fica no esquecimento", diz Flávia. Para construí-la, é preciso retomar lá de trás as tais palavrinhas mágicas ensinadas aos menores (por favor e obrigado). "Não há caminhos que não a prática e o exemplo - o próprio professor tem que estar atento para agradecer quando um aluno pega sua caneta do chão", explica ela. O estímulo continua na proposta de trabalho em dupla ou em grupo, momento em que o aluno pode perceber a utilidade do auxílio prestado pelo amigo e ficar sinceramente grato a ele.


6. Saber lidar com as próprias emoções


De maneira geral, transmitir um conteúdo técnico, como uma regra de gramática ou uma fórmula de matemática, é até mais simples do que lidar com as fragilidades emocionais e sociais. Tanto as dos adultos como as das crianças. Nada mais natural, portanto, que os pais, com cada vez menos tempo para dedicar à família, negligenciem essa área, formando crianças menos preparadas a administrar seus medos, suas expectativas e frustrações. "Pais que são manuais de regras sobre o certo e o errado estão aptos a lidar com máquinas, não a formar mentes brilhantes. Grande parte deles nunca dialogou com os filhos sobre suas emoções", aponta Cury. Agora, se é assim em casa, o que dirá no ambiente escolar, acostumado a entupir os alunos de informações e conceitos. Pensando nisso, algumas instituições têm incorporado dinâmicas para facilitar esses cuidados. O Colégio Singular, no ABC paulista, por exemplo, adotou o método de Escola da Inteligência, criado por Cury. Com ele, são propostas atividades que facilitam as percepções emocionais - um exemplo é contar histórias em que os personagens vivem conflitos semelhantes aos das crianças. "O professor cultiva um ambiente em que o aluno sente que está sendo entendido e consegue ver uma saída para as próprias frustrações", conta a diretora, Rosanella Gambogi. Mas para que o processo seja sedimentado é importante que a troca entre a escola e os pais se mantenha constante - por meio de reuniões e até grupos de estudo.



Fonte Educar para crescer

Os benefícios do trabalho em equipe nas escolas

 
Tolerância, respeito, organização e disciplina estão entre os principais aspectos positivos dessa estratégia pedagógica.




A capacidade de desenvolver trabalhos em conjunto tem sido uma das qualidades mais exigidas no mercado de trabalho e, desta forma, trabalhar em equipe nas escolas significa possibilitar a troca de conhecimentos e agilidade no cumprimento de metas e objetivos, preparando os alunos, desde já, para o futuro profissional e para a vida.

O trabalho em equipe é uma oportunidade de construir coletivamente o conhecimento. "Por meio dessa prática, o aluno se relaciona de modo diferente com o saber. É um momento de troca, em que a criança ou adolescente se depara com diferentes percepções", explica Stella Galli Mercadante, diretora de ensino fundamental do Colégio Vera Cruz, em São Paulo.

Nas escolas ele tem contribuído, de maneira significativa, para melhorar os relacionamentos interpessoais. Trabalhar em grupo é aprender a lidar com as diversidades e aceitar as opiniões dos outros colegas, saber ouvir, dar opiniões e trabalhar coletivamente é essencial. Em equipe, alunos aprendem a deixar de lado possíveis atritos, intrigas e brigas, sabendo separar os problemas particulares da vida estudantil. O método é um grande aliado da psicologia e bastante eficaz contra o bullying nas escolas. 

Para ser proveitoso, esse tipo de tarefa pede estratégias adequadas para cada faixa etária, além de planejamento. Sendo assim, o professor deve saber qual é o objetivo e, em função disso, dar as orientações necessárias, lembrando que o trabalho em grupo é mais eficaz, quando a temática é abrangente, o que exige divisão de tarefas e ampla orientação aos estudantes.

Com tarefas em grupo, o estudante exercita uma série de habilidades e, ao mesmo tempo em que estuda o conteúdo das disciplinas, aprende a escolher, avaliar e decidir. Nesse tipo de tarefa, treina-se a capacidade de ouvir e respeitar opiniões diferentes, e isso exercita a comunicação e a tolerância, propicia a mudança de mentalidades e abre caminhos para a construção de exercícios de democracia e liberdade. Durante a participação, o indivíduo aprende que precisa levar em consideração assuntos bem mais abrangentes do que os seus próprios interesses para conseguir a cooperação de todos do grupo. 

A participação em trabalhos em grupo também desenvolve atitudes de integração, comprometimento com as decisões e divisão de responsabilidades. Essa cultura de trabalho coletivo proporciona, ainda, a construção de um diálogo entre professor e alunos, fazendo com que os mesmos estudem, leiam e procurem outras alternativas, tornando-se mais críticos, criativos, observadores, sejam portadores de novas ideias e capazes de produzir conteúdos que complementem o aprendizado.

Se a prática é aplicada nos anos iniciais da escola, as crianças aprendem a trabalhar coletivamente e a escutar seus pares desde cedo. Assim, desenvolvem sua autonomia.