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A avaliação na Educação Infantil

 
A avaliação, em uma dimensão formadora, considera a criança sujeito integral, e não fragmentado, que procura desenvolver-se com a finalidade de suprir as próprias necessidades pessoais e as do grupo ao qual pertence. Portanto, a avaliação deve ser entendida como um processo contínuo, no qual a própria criança será sempre a referência e não deverá haver comparações com outras crianças ou objetivos classificatórios e promocionais.

 É preciso compreender o processo de desenvolvimento infantil de forma integral, e não apenas constatar o que foi assimilado, avançando assim para uma postura investigativa. Para que isso realmente aconteça, é necessário ressignificar a avaliação na Educação Infantil e saber que a criança está em constante processo de aprendizagem e desenvolvimento.

 Com a equipe pedagógica da escola, construa indicadores avaliativos, pareceres e/ou instrumentos de avaliação e registro que possibilitem o desenvolvimento da criança no tempo dela, sem fazer comparações ou nutrir expectativas falsas. Os registros da avaliação refletem a imagem das ações desenvolvidas, e a forma final de registro da avaliação de cada aluno será apenas uma síntese de tudo o que você observou sobre ele.

 O objetivo principal do processo avaliativo deve servir para que o professor reveja as suas intervenções e a sua prática e mantenha um registro do desenvolvimento da criança focando sempre os progressos, as necessidades e as experiências vividas.

 A criança da Educação Infantil, segundo Hoffmann, “tem maneiras peculiares e diferenciadas de vivenciar as situações, de interagir com os objetos do mundo físico. Seu desenvolvimento acontece muito rapidamente e a cada minuto ela consegue novas conquistas, ultrapassa expectativas e nos causa surpresas”.

(HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliação na pré-escola: um olhar sensível e reflexivo sobre a criança. 7.ed. Porto Alegre: Mediação, 1996.)

Relatório de observação de atitude

Sugestão para avaliar as atitudes dos alunos na escola
Para auxiliá-lo nas constantes avaliações de alunos, sugere-se um Relatório de observação de atitudes.

O relatório deve ser apresentado nas reuniões bimestrais. Preencha-o marcando com um X a coluna que melhor responde a cada pergunta. Após completá-lo, anote no campo seguinte observações específicas de como pais ou responsáveis podem contribuir para o aprendizado do aluno, por exemplo, acompanhando a realização das tarefas escolares enviadas para casa ou conferindo regularmente o caderno e o livro didático.

Peça aos pais ou responsáveis que leiam o relatório e o assinem, indicando que estão cientes. Guarde-o junto com o histórico escolar.


  
 

A avaliação no contexto educacional


Avaliar é, sem dúvida, uma das ações que mais realizamos em nossa vida, mesmo sem perceber. Avaliamos se é melhor comprar laranjas na barraca A ou na barraca B; avaliamos qual o melhor caminho para chegarmos ao trabalho etc. Mas, o que é avaliar? Para que avaliamos? O que avaliamos? Quais as condições para uma boa avaliação? 

É preciso afirmar que a avaliação não se opera no vazio; avaliamos para tomar decisões. Avaliar pode ser entendido como um conjunto de procedimentos e de processos de coleta, de tratamento e de comunicação de informações, realizado com o objetivo de tomada de decisões. Avaliar seria, então, a organização (ou estudo) de situações que permitam recolher informações que, após tratamento, sejam capazes de revelar algo de confiável e de substancial sobre o valor de um objeto, de um processo ou de um comportamento. 

Outro ponto que não pode ser negligenciado é o “valor” trazido no bojo da ideia de avaliação (pelo menos por sua etimologia). Dessa forma, avaliar assume o significado de atribuir valor a um objeto. Esse valor pode se referir à conformidade (ou desvio) de um comportamento do aluno em relação a certas expectativas da instituição, à qualidade de uma produção desse aluno, ao significado de um comportamento observado. 

Mas o que é importante ressaltar, mais uma vez, é que a avaliação prepara e alimenta decisões. Ela não impõe essas decisões; as decisões são exteriores à avaliação e são relativas ao que se está avaliando. Pode-se tratar de uma decisão pontual, como elaborar uma nova sequência didática para favorecer a superação das dificuldades dos alunos ou uma decisão ampla, como trocar o livro didático adotado na escola.

No contexto escolar, cada professor se vale de diferentes formas para avaliar a aprendizagem dos alunos, verificando se eles conseguiram atingir os objetivos e identificando as dificuldades que apresentam. Quando elabora uma avaliação, o professor deve ter em mente o que irá avaliar. Uma vez delimitado “o que avaliar”, é possível escolher quais os instrumentos mais adequados para a avaliação, ou seja, podemos estabelecer o “como avaliar”.  

"A avaliação deve ser encarada como reorientação para uma aprendizagem melhor e para a melhoria do sistema de ensino", resume Mere Abramowicz, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Daí a importância de pensar e planejar muito antes de propor um debate ou um trabalho em grupo. É por isso que, no limite, você pode adotar, por sua conta, modelos próprios de avaliar os estudantes, como explica Mere. "Felizmente, existem educadores que conseguem colocar em prática suas propostas, às vezes até transgredindo uma sistemática tradicional. Em qualquer processo de avaliação da aprendizagem, há um foco no individual e no coletivo. 
Cipriano Carlos Luckesi, professor de pós-graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia, lembra que a boa avaliação envolve três passos: 
  • Saber o nível atual de desempenho do aluno (etapa também conhecida como diagnóstico);
  • Comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo educativo (qualificação);
  • Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados (planejar atividades, sequências didáticas ou projetos de ensino, com os respectivos instrumentos avaliativos para cada etapa).
Tendo em vista as contribuições que a avaliação pode trazer para a organização do trabalho docente, vale reafirmar que os professores e gestores, com base nos resultados da avaliação, devem refletir sobre a prática pedagógica desenvolvida na escola. O objetivo dessa reflexão é redefinir o planejamento de ensino e aprendizagem, modificando-o, especificando-o, aprimorando-o.

Avaliação

Avaliação escolar


“Avaliação significa ação provocativa do professor, desafiando o educando a refletir sobre as situações vividas, a formular e reformular hipóteses, encaminhando-se a um saber enriquecido.” (HOFFMANN: 1994, p. 58)


Em nosso cotidiano estamos constantemente avaliando e sendo avaliados por aqueles que conosco estabelecem processos de interação, mesmo que muitas vezes não o percebamos conscientemente. Há, entretanto, um espaço onde essa avaliação determina muitas vezes o destino dos sujeitos: a escola.

A maneira como a escola avalia é o reflexo da educação que ela valoriza. Quando indagamos a quem ela beneficia, a quem interessa, questionamos o ensino que ela privilegia. Como instrumento de medida de conhecimento, a avaliação tem como enfoque principal aprovar ou reprovar o aluno. Desta forma, a garantia do ensino de qualidade foi abolida do processo escolar.

A avaliação escolar deve ser mais estudada e detalhada cientificamente, buscando considerar relações de afetividade entre professor e aluno que possam ser garantidas dentro das variadas formas de avaliação. A afetividade tem um respaldo significante sob a avaliação do aluno como um todo, devendo ter como aspecto fundamental, alcançar os objetivos do processo de ensino dentro dos fatores cogniscitivos e sócio-emocional, intimamente ligada a interação professor-aluno.

O cotidiano na sala de aula nos leva a verificar que existe uma proximidade entre a afetividade e o desenvolvimento cognitivo do aluno, consequentemente também na sua avaliação. O que confirma os problemas de aprendizagem causados pela má organização dos esquemas afetivos, principalmente na faixa etária de 6 a 10 anos, que compreende as séries iniciais do ensino fundamental.

Assumindo um caráter pedagógico, a avaliação precisa desvincular do processo classificatório, seletivo e discriminatório, para estabelecer o básico da sua função que se aplica principalmente ao professor que a utiliza, analisando e refletindo os resultados dos alunos. Desta forma, a avaliação propicia retomada de conteúdos, novas metodologias e um redimensionamento de trajetória conforme a necessidade do momento. Enfatizando assim o processo, refletindo o ensino que busca a construção do conhecimento.

A avaliação deve ir muito além de avaliar a aprendizagem do aluno, ela ultrapassa essa dimensão avaliando em contrapartida o trabalho da escola e o desempenho do professor, promovendo a revisão e a redefinição dos objetivos propostos.

Avaliar, mais do que saberes técnicos, exige sabedoria para compreender a complexidade do ser humano em desenvolvimento, para relevar suas deficiências menores, para despertar valores e virtudes, muitas vezes adormecidos, e, sobretudo, um depósito de discernimento, equilíbrio, afetividade, valores morais, intelectuais, estéticos, religiosos, elementos fundamentais para a importância e a grandeza da ação do professor.
fonte:
Baseado no artigo de Lucilene Tolentino Moura

Avaliação da Aprendizagem Matemática

A avaliação da Aprendizagem Matemática


Atualmente as escolas, na sua grande maioria, possuem uma política de avaliação de rendimento escolar centrada por assim dizer, na dicotomia aprovação/reprovação. Neste contexto, não há espaço para uma prática de avaliação, que ajude na identificação de superação de dificuldades no processo de ensino e aprendizagem, tanto do aluno como do professor.

A avaliação na maioria das nossas escolas, públicas ou não, é eminentemente somativa, sempre preocupada com os resultados finais que levam a situações irreversíveis no que diz respeito ao desempenho dos alunos, sem que sejam levadas em contas a muitas implicações, inclusive sociais, de um processo decisório fatal do ponto de vista educativo.

Avaliar a aprendizagem corresponde a uma necessidade social. A escola recebe o mandato social de educar as novas gerações e por isso, deve responder por esse mandato, obtendo dos seus educandos a manifestação de suas condutas aprendidas e desenvolvidas“ (LUCKESI, p.174,2002).

Nos valendo das idéias de Piaget (1991) que considera que a escola e alguns professores têm retirado a autonomia do aluno como meio para desenvolver a aprendizagem com maior eficiência e criatividade. Segundo ele, os professores com atitudes negativas não encorajam os alunos a desenvolverem e a atingirem a esta autonomia, limitando muito o desenvolvimento do pensamento crítico, isto, os professores com atitudes negativas dão oportunidade aos alunos de persistirem em seus próprios esforços. Portanto, é de fundamental importância que as escolas desenvolvam programas que ajudem não apenas o aluno, mas também os professores a desenvolver atitudes favoráveis em relação a aprendizagem matemática.

É Fundamental ver o aluno como um ser social e político sujeito de seu próprio desenvolvimento. O professor não precisa mudar suas técnicas, seus métodos de trabalhos; precisa sim, ver o aluno como alguém capaz de estabelecer uma relação cognitiva e efetiva, mantendo uma ação interativa capaz de uma transformação libertadora, que propicia uma vivencia harmoniosa com a realidade pessoal e social que o envolve.

Assim, compreendemos que o professor que leciona matemática nas séries iniciais do Ensino Fundamental deve agir sempre como facilitador, aquele que ajuda o aluno a superar seus limites. Valendo-se de atividades e avaliações criativas que permita ao seu aluno construir a aprendizagem de forma significativa, ou seja, que o faça interagir conhecimento escolar com o meio social no qual está inserido.
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